VAMOS SABER PORQUE?  escrito em quarta 01 outubro 2008 16:33

Vantagens para o bebé

De uma forma geral, as crianças que mamam ao peito são mais inteligentes. Um estudo feito na Nova Zelândia, durante 18 anos, com mais de 1.000 crianças provou que aquelas que foram amamentadas eram mais inteligentes e tinham maior sucesso na escola e universidade. (Horwood and Fergusson, "Breastfeeding and Later Cognitive and Academic Outcomes", Jan 1998 Pediatrics Vol. 101, No. 1).

Todos os bebés precisam dum contacto íntimo com a mãe. Inúmeras pesquisas mostram que bebés que não tiveram contacto físico tem maior risco de adoecer e até de morrer. Na amamentação, o contacto físico é maior e proporciona à mãe e ao bebé um momento de grande aproximação diária. Essa ligação emocional muito forte e precoce pode facilitar o desenvolvimento da criança e o seu relacionamento com outras pessoas.

Mesmo com amor e em boa fé, os pais que responsabilizam outros pela amamentação dos seus filhos têm sempre uma tendência em deixar a criança a se alimentar por si própria (especialmente as crianças maiores), que além da inconveniência da falta de contacto físico, a criança está mais propícia em se engasgar ou ser vítima de outros problemas.

O desenvolvimento psicomotor e social dos bebés amamentados é claramente melhor e resulta, na idade de um ano, em vantagens significativas. (Baumgartner, C.,"Psychomotor and Social Development of BreastFed and Bottle Fed babies During their First year of Life". Acta Paediatrica Hungarica, 1984)

Leite materno contém endorfina, substância química que ajuda a evitar um pouco mais a dor. É uma boa ideia amamentar o bebé logo de início; ajuda a superar dores (como as resultantes de efeitos secundários de certas vacinas) e o próprio leite materno também reforça a eficácia da vacina.

O leite materno, contém todos os nutrientes de que a criança precisa nos primeiros seis meses de vida.

Tem água em quantidade suficiente, mesmo em clima quente e seco o bebé que apenas mama no seio não precisa de água.
Contém proteínas e gorduras mais adequadas para a criança e na quantidade certa;

Também tem mais lactose (açúcar do leite) do que os outros leites;

Vitaminas em quantidades suficientes. Não há necessidade de grandes suplementos vitamínicos (excepto a vitamina A, C e D);

Tem ferro em quantidade suficiente. Não há grande quantidade de ferro, mas ele é bem absorvido no intestino da criança;

Quantidades adequadas de sais, cálcio e fósforo;

Uma enzima especial (lipase) que digere as gorduras, e por isso o leite não é "pesado" como outros. O leite materno é facilmente digerido e absorvido. A criança em aleitação materna exclusiva pode desejar uma nova mamada em intervalo menor do que aquela que está a ser amamentada por leite de lata ( maternizado).

Crianças que se alimentam ao leite de lata têm maior risco de obesidade na vida adulta.

Crianças em aleitação materna exclusiva, têm menos quadros infecciosos porque o leite materno é estéril, isento de bactérias e contém factores anti-infecciosos que incluem:

Células brancas vivas (leucócitos) que matam as bactérias (micróbios);
Anticorpos (imunoglobulinas contra muitas das infecções mais comuns. Isto ajuda a proteger a criança até que ela comece a produzir os seus próprios anticorpos. Se a mãe tiver uma infecção, os anticorpos logo aparecem no seu leite;

Uma substância chamada factor bífido que facilita o crescimento de uma bactéria especial (Lactobacíllus bifidus), no intestino da criança. Essa bactéria impede que outras cresçam e causem diarreias e certas enterites;

Lactoferrina que se associa ao ferro, impede o crescimento de bactérias patogénicas (ou seja, bactérias que provocam doença) que necessitam deste nutriente.

O leite de vaca, também contém factores imunológicos de óptima qualidade, mas para o bezerro. Esses factores só funcionam para a própria espécie, ou seja, não é tão eficaz de um animal para outro de espécie diferente. Contudo, alguns desses factores até poderiam funcionar, mas eles são destruídos pela armazenagem e pela fervura do leite.

Nos bebés, o acto de sugar o seio é importante para o desenvolvimento das mandíbulas. Bebés que mamam têm de usar 60 vezes mais energia para conseguir o alimento que aqueles que mamam pelo biberão.

Como as mandíbulas são músculos esses são excelentes exercícios que proporcionam o crescimento saudável de mandíbulas bem formadas.

Entre as crianças, quanto maior o período de amamentação, menor o risco de má-oclusão.

Por outro lado, o biberão com açúcar, especialmente oferecido à noite, é causador de cáries precoces.

Dificuldades de fala e com a língua são frequentes em bebés alimentados com biberão porque eles tentam fazer com que o leite flua de um bico artificial. Pode levar a problemas de fala, assim como a respirar pela boca e morder os lábios, entre outros.

Crianças alimentadas com biberão têm maior risco de desenvolver alergias. Essa questão é particularmente importante no caso de famílias com histórico de asma e outras doenças alérgicas.

Otite média é 3-4 vezes mais comum entre as crianças alimentadas com biberão do que as alimentadas ao seio.

Crianças alimentadas artificialmente têm maior risco de desenvolver certos linfomas (doenças dos orgãos linfáticos). (Davis MK, Savitz DA, Graubard BI. "Infant feeding and childhood cancer." Lancet. 1988;2:365-368 e Shu X-O, Clemens H, Zheng W, et al. "Infant breastfeeding and the risk of childhood lymphoma and leukaemia". Int J Epidemiol.1995;24:27-32)

Bebés prematuros são especialmente beneficiados com a amamentação. "O leite produzido pelas mulheres que tiveram bebés prematuros é diferentes do leite das mulheres que tiveram a gestação de 9 meses (40 semanas). Especificamente, durante o primeiro mês pós-parto, o leite de mães de bebés prematuros mantém a composição similar ao colostro - que é um leite muito mais forte ("Hamosh, Margit, PhD, Georgetown University Medical Center "Breast-feeding: Unraveling the Mysteries of Mother's Milk".)

Os bebés amamentados têm menor risco de contrair enterecolite necrosante. (Lucas A, Cole TJ. "Breast milk and neonatal necrotizing enterocolitis." Lancet. 1990; 336:519-1523)

Os resultados de uma pesquisa na Finlândia sugerem que a introdução de leites de vaca muito cedo aumenta o risco da criança desenvolver diabete do tipo I (juvenil, insulino-dependente) (Virtanen et al: "Diet, Cow's milk protein antibodies and the risk of IDDM in Finnish children." Childhood Diabetes in Finland Study Group. Diabetologia, Apr 1994, 37(4):381-7)

Dados preliminares da Universidade de North Carolina/Duke University indicam que crianças amamentadas tiveram menos risco de contrair artrite juvenil ("Mother's Milk: An Ounce of Prevention?" Arthritis Today May-June 1994)

A falta de amamentação está associada ao aumento da incidência de esclerose múltipla. (Dick, G. "The Etiology of Multiple Sclerosis." Proc Roy Soc Med - 1989;69;611-5)

Amamentação protege o bebé contra certos problemas da visão. Um estudo em Bangladdesh mostrou que a amamentação foi um factor importante de protecção para cegueira nocturna entre crianças na idade pré-escolar nas áreas rurais e urbanas. O leite materno é, em geral, a maior, se não única, fonte de vitamina A nos primeiros 24 meses de vida (ou durante o período de amamentação). (Birch E, et al. "Breastfeeding and optimal visual development." J Pediatr Ophthalmol Strabismus 1993;30:33-8 e Bloem, M. et al. "The role of universal distribution of vitamin A capsules in combatting vitamin A deficiency in Bangladesh.: Am J Epidemiol 1995; 142(8): 843-55)

Leite materno não contém materiais modificados geneticamente. A maioria dos consumidores não sabe o que está a comer e cada vez mais se utilizam alimentos transgénicos, que não são devidamente controlados para já. Em estudos efectuados nos EUA com leites de soja : Alsoy, Similac, Neocare, Isomil and Enfamil Prosobee, todos contêm modificações genéticas. ("Biotechnology's Bounty", M.Burros, N.Y. Times 05/21/97).

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HOSPITAL AMIGO DA CRIANÇA  escrito em quarta 01 outubro 2008 16:46

A Iniciativa Hospital Amigo da Criança – IHAC – foi idealizada em 1990 pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e pelo UNICEF para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. O objetivo é mobilizar os funcionários dos estabelecimentos de saúde para que mudem condutas e rotinas responsáveis pelos elevados índices de desmame precoce. Para isso, foram estabelecidos os Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno.

Ao assinar, em 1990, a Declaração de Innocenti, em encontro em Spedale degli Innocenti, na Itália, o Brasil, um dos 12 países escolhidos para dar partida à IHAC, formalizou o compromisso de fazer dos Dez Passos uma realidade nos hospitais do País. Em março de 1992, o Ministério da Saúde e o Grupo de Defesa da Saúde da Criança, com o apoio do UNICEF e da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), deram os primeiros passos.

A IHAC soma-se aos esforços do Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (PNIAM/MS), coordenado pelo Ministério da Saúde para:

  • informar profissionais de saúde e o público em geral;
  • trabalhar pela adoção de leis que protejam o trabalho da mulher que está amamentando;
  • apoiar rotinas de serviços que promovam o aleitamento materno;
  • combater a livre propaganda de leites artificiais para bebês, bem como bicos, chupetas e mamadeiras.

 


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MASTITE  escrito em quarta 01 outubro 2008 17:04

Mastite é a inflamação da glândula mamária. É denominada como mastite puerperal quando ocorre no pós-parto à mães que estejam amamentando, e não-puerperal em casos distintos do pós-parto. A mastite pode ocorrer em homens, mas é rara. O câncer de mama tem sintomas similares a mastite. A mastite crônica é caracterizada por nódulos não cancerosas na mama. A mastite é também uma condição muito comum na medicina veterinária.

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INGURGITAMENTO  escrito em quarta 01 outubro 2008 17:09

Pediatria/Criança

Ingurgitamento mamário- o que fazer?


É mais comum em primíparas (mães de primeira viagem) e costuma aparecer no segundo dia pós-parto. Resulta do aumento da vascularização e congestão vascular das mamas e da acumulação de leite. Pode atingir apenas a auréola, o corpo da mama ou ambos.

Quando a auréola está ingurgitada, a criança não consegue uma boa pega, o que pode ser doloroso para a mãe e frustrante para a criança, pois, nestas condições, há dificuldade para a saída do leite.

Para o tratamento do ingurgitamento mamário, são úteis as seguintes medidas:

-         Manter as mamas elevadas; usar um soutien apertado.

-         Compressas frias entre as mamadas para reduzir a vascularização.

-         Compressas quentes (ou ducha de água morna) antes das mamadas facilitam a saída do leite.

-         Amamentar com freqüência. Se necessário, extrair o leite manualmente ou com bomba de sucção.

-         Usar analgésico, se necessário.

 

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LENDAS DA AMAMENTAÇÃO  escrito em sexta 17 outubro 2008 11:07

A amamentação

Lendas e fatos na amamentação

Quando o assunto é a alimentação dos bebês muitas lendas rondam os pensamentos das mamães que estão em fase de amamentação. Vale a pena perder alguns minutinhos para se informar e tirar todas as dúvidas antes e durante a amamentação do seu filho.

Qualquer dúvida pode colocar em risco a amamentação efetiva do bebê. Bom, uma das dúvidas mais freqüentes das mamães é se existe leite materno fraco.

A resposta definitivamente é não. Só se a desnutrição da mamãe seja extrema pode ocorrer, mas é muito difícil. Toda mamãe produz o leite mais adequado para o seu filho, alimentando-o de forma satisfatória até os seis meses de idade exclusivamente, mesmo as mamães de peito pequeno.

A lenda do leite fraco pode ter sido criada pelo fato de o bebê poder sugar de forma incorreta o seio da mamãe, fazendo um grande esforço e não retira o leite suficiente, deixando-o ainda com fome. A sucção incorreta pode fazer com que desça menor quantidade de leite não sendo satisfatório para o bebê.

Outro motivo da menor descida do leite é a sucção incorreta do peito em conseqüência do uso de bico artificial como chupetas e mamadeiras que deixam a posição da língua diferente na hora da sucção do peito, fazendo com que a retirada do leite seja insuficiente.

Pode ou não pode? - Há outros mitos sem embasamento científico, mas que estão tão enraizados na cultura popular e que podem mexer com a cabeça das mamães. O bebê pode, sim, arrotar no peito sem que a mamãe tenha medo de que o leite não desça mais. Se o bebê arrotar no peito, sem problemas, é normal.

Outro mito que dizem por aí é que não se pode jogar o excesso de leite materno ordenhado em água corrente porque assim o leite acaba, vai embora. Mentira. O leite ordenhado, caso feito de maneira correta e doado para um banco de leite, pode ajudar outros bebês hospitalizados que precisam de leite materno, mas caso seja jogado em água corrente nada acontecerá na produção do leite.

Canjica, cerveja preta, água inglesa e outros alimentos não aumentam a produção de leite. Isso é mito dos mais absurdos. O que faz um bom leite materno é o bebê sugar o peito de maneira correta e uma alimentação saudável.

Seios com bicos feridos, rachados ou empedrados não são motivos de parar a amamentação. São quadros que devem ser cuidados e sanados para uma melhor amamentação.

Relaxe, mamãe - A ansiedade, o estresse, cansaço e dor podem reduzir a produção de leite já que esses fatores jogam no corpo da mulher hormônios que inibem a descida do leite materno. Se dê o direito de repousar, de não querer receber visitas e de pedir mais empenho do papai em ajudar com os afazeres domésticos. Amamentar em lugar tranqüilo e sem barulho ajudam ainda mais esse momento tão especial de mamãe e bebê.

Com ajuda e orientação de profissionais especializados, entre os quais pediatras e fonoaudiólogos, e com muita vontade e carinho a amamentação torna-se muito prazerosa para mamãe e bebê. Um verdadeiro ato de amor.

Dicas

Se a mamãe achar que seu filho não está amamentando bem, procure o auxilio do pediatra que poderá dizer se o bebê está bem ou não.

O leite da mamãe é o melhor alimento para o bebê. Não deixe que outra mulher amamente seu filho, além de não ser o melhor para ele, muitas doenças como hepatite e AIDS são passadas para o bebê pelo leite materno.

Amamentar não é tão fácil quanto parece, não tenha vergonha ou sinta-se frustrada se precisar pedir ajuda.

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